SUSPEITA DE ESPIONAGEM: POLÍCIA CIVIL DE PERNAMBUCO TERIA MONITORADO SECRETÁRIO DO RECIFE

O secretário de Articulação Política do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, foi alvo de um monitoramento da Polícia Civil entre agosto e outubro de 2025. A ação, chamada internamente de “Nova Missão”, veio a público após o vazamento de conversas de um grupo de WhatsApp onde policiais compartilhavam fotos e a rotina do secretário.

O motivo da investigação, segundo o Governo de Pernambuco, teria sido uma denúncia anônima de que o secretário e o irmão dele, Eduardo Monteiro, estariam cobrando propina de fornecedores da prefeitura. O Secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, afirmou que a ordem foi monitorar o carro oficial usado pelo secretário para verificar se a denúncia era verdadeira antes de abrir um inquérito formal.

O ponto mais polêmico foi a instalação de um rastreador (uma “tag”) no veículo da prefeitura. A polícia admite que colocou o equipamento quando o carro estava em um estacionamento, mas afirma que, por ser um bem público, não precisava de autorização da Justiça. Advogados e especialistas contestam essa versão. Eles argumentam que o uso de rastreador invade a privacidade de quem usa o carro e só poderia ser feito com ordem judicial e um inquérito já aberto. A defesa do secretário classifica a ação como perseguição política e uso da máquina estatal para espionagem.

A investigação preliminar foi encerrada sem encontrar provas de crimes e nenhum processo foi aberto contra o secretário. Agora, a Polícia Civil investiga quem vazou as conversas do grupo secreto de agentes. O caso segue gerando tensão política entre a prefeitura da capital e o governo estadual.

Fonte: Redação ERM
Foto: Reprodução
Vídeo: Blog do Ricardo Antunes