O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, STF, determinou o trancamento imediato da Operação Barriga de Aluguel, que investigava três secretárias da Prefeitura do Recife: Luciana Albuquerque (Saúde), Maíra Fischer (Administração) e Adynara Gonçalves (Direitos Humanos).
A investigação do MPPE buscava supostas irregularidades em adesões a atas de registro de preços, um modelo de contratação pública, mas de acordo com o ministro, o processo estava sendo conduzido de forma abusiva.
Além de encerrar essa operação, Gilmar Mendes ordenou que a Polícia Federal (PF) investigue um esquema de monitoramento ilegal contra Gustavo Queiroz Monteiro, secretário de Articulação Política e amigo pessoal do prefeito João Campos. A denúncia aponta que policiais civis criaram um grupo de WhatsApp chamado “Nova Missão” para vigiar a rotina de Gustavo. O carro oficial utilizado pelo secretário chegou a ser rastreado por agentes durante meses. O ministro quer que a PF descubra quem deu a ordem para essa vigilância e se houve tentativa de interferir no cenário político local.
Em nota, o MPPE informou que ainda não teve acesso oficial ao teor da decisão do ministro e que, por enquanto, não pode comentar detalhes devido ao segredo de justiça. O Governo de Pernambuco, por sua vez, defende que a Polícia Civil agiu dentro da lei para checar uma denúncia anônima e que o monitoramento foi apenas uma “diligência preliminar” que não resultou em provas de crime.
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