A CPMI do INSS recebeu, na última quarta-feira(04), os extratos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, revelando uma movimentação financeira de R$19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026. O montante registra 1.531 transações no período, com o pico de movimentações ocorrendo em 2024, quando os valores chegaram a R$7,27 milhões. Segundo a quebra de sigilo, a maior parte das receitas do empresário provém de resgates de investimentos e de repasses de suas próprias empresas, como a LLF Tech e a G4 Entretenimento, que juntas transferiram cerca de R$3,2 milhões.
Os documentos detalham ainda transferências diretas do presidente Lula para o filho, que somam R$721 mil entre 2022 e 2023, além de um cheque de R$157,7 mil assinado por Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula. No campo das despesas, o relatório aponta que o maior volume financeiro refere-se a transferências entre contas do próprio Lulinha, mas também destaca repasses significativos a ex-sócios: Jonas Suassuna recebeu R$ 704 mil, enquanto Kalil Bittar recebeu R$ 750 mil entre 2024 e 2025.
Em resposta, a defesa de Fábio Luís negou qualquer envolvimento com fraudes no INSS e reiterou que as movimentações são lícitas. Os advogados explicam que os valores são fruto de atividades empresariais legítimas e de bens recebidos via herança de sua mãe, Dona Marisa. Além disso, ressaltam que os R$ 19,5 milhões não representam lucro ou patrimônio líquido, uma vez que o cálculo da comissão inclui a circulação repetida do mesmo capital entre diferentes contas e aplicações financeiras do investigado.
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