O RECIFE QUE A PROPAGANDA ESCONDE: EDUARDO MOURA APRESENTA DADOS ALARMANTES QUE COLOCAM A CAPITAL NOS PIORES RANKINGS DO PAÍS

Enquanto a gestão do prefeito João Campos se esforça para manter o clima de celebração após o Carnaval, os números reais da cidade contam uma história bem diferente e preocupante. Nesta terça-feira (24), o vereador Eduardo Moura (NOVO) subiu à tribuna da Câmara Municipal para expor um levantamento detalhado que coloca o Recife em uma posição de destaque negativo em indicadores fundamentais como saúde, educação, mobilidade e igualdade social.

O parlamentar baseou sua denúncia em dados oficiais recentes que desconstroem a narrativa de “cidade modelo”. Segundo o Ministério da Educação, entre 2024 e 2025, o Recife conquistou o 2º pior resultado em alfabetização entre as capitais, ficando abaixo da média nacional. Esse cenário de abandono educacional é acompanhado por um abismo social profundo: o Recife é hoje a segunda capital mais desigual do Brasil, de acordo com o Instituto Cidades Sustentáveis, e ocupa apenas a sétima posição entre as nove capitais do Nordeste no ranking de qualidade de vida do Índice de Progresso Social (IPS) 2025.

A crise se estende à saúde pública, onde a cidade ocupa a vergonhosa 346ª posição entre 418 municípios avaliados pelo Centro de Liderança Pública (CLP). É uma realidade cruel, agravada pela mortalidade materna e desnutrição infantil. “ É uma cidade que não consegue manter as mães vivas e os bebês vivos”. Disparou o líder do NOVO, enfatizando o descaso com as camadas mais vulneráveis da população.

Na mobilidade urbana, o quadro é de paralisia. Dados do TomTom Traffic Index apontam o trânsito do Recife como o pior do Brasil, superando metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. O motorista recifense perde, em média, 165 horas por ano preso em congestionamentos, um reflexo direto da falta de investimentos eficientes em infraestrutura viária. Sobre o saneamento, o vereador lembrou que o Recife ocupa apenas a 83ª posição no ranking de coleta de esgoto entre as 100 maiores cidades, destacando que o atual prefeito votou contra o Marco Legal do Saneamento no passado.

Eduardo Moura finalizou sua apresentação questionando as prioridades da gestão, que consumiu aproximadamente R$609 milhões em publicidade entre 2021 e 2024, enquanto um em cada quatro recifenses ainda vive em comunidades ou favelas. Com uma nota de transparência pública considerada péssima (3,2), a atual administração é acusada pelo parlamentar de priorizar o marketing em detrimento das soluções estruturais. ” Então,isso são fatos!! É para comemorar carnaval, ou exigir que isso aqui mude? A decisão é do povo recifense”, concluiu Moura.

Foto: Reprodução/Câmara Municipal do Recife